24 June, 2014

you get a little colder



fuckin' with a goddess and you get a little colder



She gave it all, you gave her shit
She coulda done, just anything
Or anyone, cause she's a goddess
You never got this
You put her down, you liked her hopeless
To walk around, feeling unnoticed
You shoulda crowned her, cause she's a goddess
You never got this

Now you gotta deal with this glitch on your shoulder
Fucking with a goddess and you get a little colder
Yea it's colder, colder
Fucking with a goddess, and you get a little colder

Finally surfaced above doubts
Feeling above this, she came around
Cause she's a goddess, finally saw this
And now you're back, trying to claim her
Cause she's gone and now without her
You're all alone, cause she's a goddess
You shoulda saw this

21 June, 2014

Kafka, o vegetariano que não comia peixes

De repente, ele começou a falar aos peixes nos seus tanques iluminados. “Agora, por fim, posso olhá-los em paz, porque já não os como.” Foi quando ele se tornou vegetariano rigoroso. Se nunca ouviram Kafka a dizer coisas deste género com os seus próprios lábios, é difícil imaginar quão simples e facilmente, sem qualquer afetação, sem o mínimo pingo de sentimentalismo – algo que lhe era  quase totalmente estranho  – ele as pronunciava.
(...)

Cavalos-marinhos, mais do que a maioria dos animais, inspiram estupefação – eles chamam nossa atenção para as assombrosas semelhanças e as diferenças entre cada tipo de criatura e todas as outras. Podem mudar de cor para se mesclar com o ambiente e bater suas nadadeiras dorsais quase tão rapidamente quanto um beija-flor bate suas asas. Devido ao fato de não terem dente ou estômago, a comida passa através deles quase num só instante, o que requer que eles comam o tempo todo. (Daí as adaptações, como olhos que se movem com independência e lhes permitem procurar presas sem mexer a cabeça.) Não são exímios nadadores; podem morrer de exaustão quando pegos mesmo por pequenas correntes, então preferem ancorar-se em algas marinhas ou corais, ou uns aos outros – eles gostam de nadar aos pares, ligados por seus rabos preênseis. Cavalos-marinhos têm rotinas complicadas para fazer a corte e tendem a se acasalar em noites de lua cheia, fazendo sons musicais enquanto isso. Vivem relações monogâmicas duradouras. O que talvez seja mais incomum, contudo, é o fato de ser o macho que carrega os filhotes por seis semanas. O machos ficam “grávidos”, não somente carregando, mas também fertilizando e nutrindo com secreções líquidas os ovos em desenvolvimento. A imagem dos machos dando a luz é sempre assombrosa: um líquido turvo irrompe da bolsa de gestação, e, como num passe de mágica, cavalos-marinhos minúsculos mas formados por completo aparecem de dentro dessa nuvem.

(...)

E sentia vergonha por ser humano: a vergonha em saber que vinte entre o número aproximado de 35 espécies de cavalos-marinhos classificadas no mundo estão ameaçadas de extinção porque são mortas “sem querer” na produção de frutos do mar. A vergonha pela matança indiscriminada, sem nenhuma necessidade nutricional, causa política, ódio irracional ou conflito humano insolúvel. Sentia-me culpado pelas mortes que minha cultura justificava com uma preocupação tão ténue quanto o sabor do atum em lata (os cavalos-marinhos estão entre as mais de cem espécies mortas como “captura acidental” na indústria moderna de atum) ou pelo fato de os camarões constituírem convenientes hors d’oeuvres (a pesca de arrastão do camarão devasta as populações de cavalos-marinhos mais do que qualquer outra atividade).

Jonathan Safran Foer

Little Dragon - Cat Rider



Two months ago now
Since she came around your house
Her answering machine's full
He thinks listening could give her doubts
But when this girl's made up her mind... She's made up her mind

Possibly Maybe Electric Shocks and Cigarettes


Your flirt finds me out
Teases the crack in me
Smittens me with hope
Possibly maybe, possibly maybe, possibly maybe
As much as I definitely enjoy solitude
I wouldn't mind perhaps
Spending little time with you
Sometimes, sometimes
Possibly maybe probably love
Possibly maybe probably love

Uncertainty excites me
Baby
Who knows what's going to happen?
Lottery or car crash
Or you'll join a cult
Probably maybe, possibly love
This is probably maybe, possibly love
Possibly

Mon petit vulcan
You're eruptions and disasters
I keep calm
Admiring your lava
I keep calm
Possibly maybe probably love
Possibly maybe probably love
Electric shocks
I love them
With you dozen a day
But after a while I wonder
Where's that love you promised me?
Where is it?
Possibly maybe probably love
Possibly maybe probably love

How can you offer me love like that?
My heart's burned
How can you offer me love like that?
I'm exhausted
Leave me alone
Possibly maybe, possibly maybe, possibly maybe
Since we broke up
I'm using lipstick again
I suck my tongue
In remembrance of you



20 June, 2014

Stellardrone - new album



Once Stellardrone publishes his tracks on the Internet he waives all the rights to them and only kindly asks for attribution. Any person or organization is free to use any track of his on any kind of project (commercial, independent etc.), including selling, remixing and distribution of music.

15 June, 2014

Martina Topley-Bird


William Shakespeare - Sonnet 138

When my love swears that she is made of truth,
I do believe her, though I know she lies,
That she might think me some untutor'd youth,
Unlearned in the world's false subtleties.
 
Thus vainly thinking that she thinks me young,
Although she knows my days are past the best,
Simply I credit her false-speaking tongue:
On both sides thus is simple truth supprest.
 
But wherefore says she not she is unjust?
And wherefore say not I that I am old?
O, love's best habit is in seeming trust,
And age in love loves not to have years told:
 
Therefore I lie with her, and she with me,
And in our faults by lies we flatter'd be.